sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Furtar da alma


























Furtar da alma

Porque quando estou junto há ti minha alma é roubada,
Levada de meu corpo pelo vento da paixão,
Até além das nuvens, flutuante muitas vezes  valsaste.


Que se cansam de bailar, no ritmo da alegria,
Deixam -se apanhar um ao outro,
Na busca do prazer contínuo.

Numa dança de leitos em brasa viva,
Em chama continua soprada pela admiração,
Soprado pela loca fúria de dominar e ser dominada.

Cavalgar de corpos nus,
A procura de remarcar o que antes foi descoberto,
Esconderijo da fonte do desejo, que no simples dedilhar,
Jorra gotas de prazer.


Que no final não se pode dizer,
Se fora encontro de corpos entrelaçados,
Ou alma laçada pela ternura de se dar.     @anja-mel









Minha obra prima





























 Um quadro de arte
Como descrever a reação de saber que esta,
Diante da mais bela e cobiçada obra de arte,
Destas pintura sensual e delicada,
Saber que não se pode tocar.


Mas como tua alma a sente,
Decifrando cada linha,
Em cada traçado e expressão,
Sabendo que é possuidor de mais bela riqueza terrestre.

Poderia dizer que contemplo estrelas nos teus olhos,
Ou por do sol ao ver teu sorriso,
Mas mentira, porque é como esta em areia movediça,
Afundando-me em desejos.

Desejos simples as vezes,
Loucos reprimidos por não ousar,
Tocar o que já aos meus olhos é sagrado. @anja-mel